segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FILHO PRÓDIGO – A verdadeira satisfação


Por Dc. Felipe Henrique


E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.


Lucas 15:11-24

A história citada acima é conhecida de muitas pessoas. Vários pregadores já falaram sobre ela  e extraíram mensagens formidáveis mas, o que quero expressar aqui talvez não seja algo novo porém,  é interessante.
Vamos partir do principio de que esta história é uma parábola e como toda parábola ela tem por utilidade ilustrar situações do dia a dia. O Senhor Jesus fala sobre um jovem mas, não é um jovem qualquer. Ele fala de um jovem que tinha boa educação, posses, uma vida regada de deleites e  regalias. Seu pai era dono de muitas coisas. O que mais chama a atenção é que mesmo vivendo bem e com tranquilidade aquele filho se sentia insatisfeito com a casa de seu pai, sentia-se infeliz e tomou um decisão: “ Vou embora procurar a felicidade.” E assim foi. Partiu com a sua parte de direito na herança e foi procurar a felicidade. Ele experimentou coisas que alegraram o seu coração, viu coisas que encheram-lhe os olhos de deslumbre e talvez pensou:” Quanto tempo eu perdi.” Não demorou muito para que ele fosse cada vez mais inserido naquele novo conceito de vida. Um dia houve fome na terra e aquele jovem não tinha mais a sua parte da herança, não tinha amigos e o mais difícil, ele estava longe da casa de seu pai. Sua única saída foi recorrer a alguém daquela terra para trabalhar em troca de alimento e assim o foi, iria tratar de porcos. A sua necessidade de comer era tanta que ele desejou em seu coração comer o que os porcos comiam. Olha que cena deprimente, um homem de boa família, com um nome, com uma vida de delicias estava agora diante de uma situação deplorável, estava como um porco. É nessa hora que um inventário de sua vida começa a passar na sua mente. Ele começa a se lembrar dos banquetes da casa de seu pai que por certo muitas vezes ele tenha ignorado, ele se lembra que a casa de seu pai é um lugar tão deslumbrante que até mesmo o menor da casa é servido com abundancia de pão, se lembra da alegria com que todos serviam seu pai. Ele para, pensa e se lembra de seu pai. Ele talvez tenha se lembrado da expressão que seu pai fez quando ele disse que iria embora. Nesta hora ele já cabisbaixo e triste falou:    ” Quantos trabalhadores do meu pai tem abundância de pão, e eu aqui padeço de fome.” E naquele momento ele se lembra da maior qualidade que seu pai tinha, a capacidade de perdoar e diz: “ Eu vou voltar para a casa de meu pai e vou dizer para ele que reconheço que errei e que não há no mundo lugar melhor do que sua casa.” Ele volta como estava, talvez sujo, com mal cheiro, roupas rasgadas e descalço. Seu pai o vê ao longe e mesmo naquela situação o reconhece imediatamente e vai ao seu encontro para o abraçar e se alegrar. Os dois conversam e o filho é honrado pelo seu pai que se alegra com seu regresso. O senhor Jesus mostra aqui uma situação que acontece todos os dias em muitos lugares. Pessoas e mais pessoas tem um nome, comem na mesa com o pai, tem os melhores manjares e mesmo assim se sentem infelizes e insatisfeitas. E por isso estão pedindo a ao Pai a sua parte da herança que é a vida. Cada dia mais pessoas e mais pessoas estão virando para Deus e dizendo: “ Me dá minha vida porque agora vou vivê-la da minha maneira e do meu jeito”. O problema é que a vida sem uma fonte permanente acaba, seca-se,  esgota-se e assim como aquele jovem só vamos perceber que ela está destruída no momento mais deplorável e o que é pior, talvez não conseguiremos mais retornar a casa do pai. O que o Senhor Jesus nos ensina é claro e lógico, temos que parar de falar para Deus como queremos ser felizes e deixar que Ele nos mostre a verdadeira felicidade pois, o que queremos é muito pouco diante da abundância de pão que o Senhor nos oferece. O Senhor está disposto a nos perdoar e nos honrar novamente mas, mais do que isso, Ele quer que aprendamos antes que nosso desejo seja comida de porco.