terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Cuidado com o que falamos





Por Pb. Bruno Alves Rosa

O que falamos em qualquer lugar reflete parte do que somos, no momento em que estamos falando, a melhor hora para falar é quando não estamos tomados por nenhum tipo de emoção, seja boa ou ruim. Jesus nos deixou claro que o nosso sim tem que ser sim, e o nosso não tem que ser não (Mt 5.37),mas como manter o equilíbrio do que falamos se nãos estamos sóbrios e equilibrados emocionalmente ,como não falar coisas que vão nos comprometer ?

A verdade é que tudo que falamos nos compromete pois Deus registra tudo o que falamos (Os 12.5) de modo que somos sempre culpados pelo que sai dos nossos lábios pois é o que nos mata (Mt 15,11,18). Nos cristãos somos mais cobrados que os outros povos na terra, pelo que aprendemos não por ser cristão,se aprendemos com Jesus as pessoas esperam que sejamos iguais a ele . As palavras de Jesus produziam vida ( João 6.68) resta pensarmos no que as nossas palavras estão produzindo.quando falaremos e se devemos falar , a final não queremos que os outros pensem de nos ,coisas que não somos ou entendam coisas que não queremos dizer, por isso este artigo é pequeno pois poucas palavra produzem pouco comprometimento.


*Colaboração de Bruno Alves Rosa, bacharel teologia formado pela Kapos,   presbítero da Igreja Assembléia de Deus Min. Vale do Jatobá, lider auxiliar da congregação de Independência II

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sexualidade - Criação de Deus banalizada pelo Homem



Neste texto gostaria de abordar um tema muito controverso, mas atual devido à alta valorização que segue a sociedade moderna, sexualidade humana.
Vivemos dias turbulentos e pecaminosos onde a sexualidade aflora dentro de uma sociedade corrompida pelo pecado, levando assim ao homem e a mulher a exploração do seu próprio corpo dando valor ao que se podem oferecer cada um dos mesmos. Mas como a bíblia trata o assunto e qual o modelo que ela nos dá para vivermos uma vida santa e irrepreensível? Vejamos:

Temos como ponto de partida a seguinte pergunta: o que é Sexo?
Segundo a Bíblia Sagrada, sexo nada mais é o gênero humano criado por Deus. "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra", "E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher" (Gn 2 , 7-22).
Deus viu que o homem precisava de um oposto para ser completo na criação, sendo companheiros em todo o tempo instituindo assim o casamento. O ato de união entre os dois sexos opostos chama-se ato sexual na qual foi criado para o prazer do conjugue e com propósito definido como sendo "uma só carne”.  Para que este propósito se concretizasse, houve a necessidade que Deus criasse macho e fêmea da mesma espécie, ou seja, na concepção divina, sempre na mente incompreensível de Deus, a sexualidade no casamento sempre ficou em evidencia.

Este princípio bíblico sobre a sexualidade foi completamente deturpado no sec. XXI por uma sociedade que, fora de controle e dominada pelo pecado (Rm 5 – 12), se esquece de Deus fazendo o que diz o profeta Jeremias “segundo o propósito do seu mau coração” (Jr 18 – 12), abusando da sexualidade natural de homem e mulher para seu bel prazer. Para entendermos este conceito melhor, vamos ver o que nos ensina a bíblia sagrada:

1 – Sexualidade e o Antigo Testamento

No antigo testamento, a sexualidade humana também era foco de preocupação divina. Vemos isto quando Deus instituiu as leis sagradas entregues a Moises no monte Sinai, na sétima lei quando Deus disse “Não adulterarás” (Ex 20 – 14). O foco dessa lei era manter o casamento santo e imaculado. Vemos aqui uma ordem imperativa, porque Deus pela sua onisciência acredito eu, que já sabia da tendência humana de cobiça do homem por não apenas uma mulher, mas sim um limite desenfreado por se relacionar por prazer, mesmo que seja com a mulher do seu próximo. Caso comprovado no reinado do homem que segundo a Bíblia era “segundo o coração de Deus”, Davi (I Sm 13 – 14 , At 13 – 22). Foi um grande rei, mas devido ao seu impulso sexual, perdeu a direção da sua família. A instabilidade e conflitos na família de Davi começaram com o desejo por uma mulher que era casada com um dos homens de confiança do exército e se banhava no palácio, Bate-Seba, que com toda sua sensualidade, seduziu os olhos do rei levando o mesmo ao adultério e ao assassinato (II Sm 11 , 1 – 27). Por esse fato, Davi teve sérios problemas com seus filhos Amnon e Absalão. O primeiro abusou de sua meio-irmã Tamar, e o segundo montou uma tenda no terraço e se relacionou sexualmente com dez concubinas do seu pai. A lição da historia de Davi relacionado ao tema, nos trás que temos que ter domínio próprio de nossas ações e intenções, mesmo em uma sociedade na qual leva o homem ao pecado pela concupiscência dos olhos (Jo 2 – 16), na qual nos ensinou Jesus, é onde nasce todo o desejo sexual humano (Mt 5, 27  - 29).

2 – Sexualidade e o Novo Testamento

Em o Novo Testamento, a linha de pensamento é a mesma do antigo sobre sexualidade, mas trazendo o tema mais atualizado e de clara compreensão. Jesus falou abertamente sobre o tema quando disse se o homem olhar para uma mulher com intenção sexual por ela, “já adulterou em seu coração” (Mt 5, 28). Paulo foi mais enfático condenando a sexualidade fora do seu preceito natural (Rm 1 , 26 – 29).
Podemos pegar como ênfase, as instruções de Paulo a igreja de Corinto (ICo 7 , 3 - 14).Nesta época a imoralidade era algo de grande tendência nas cidades de cultura Greco-romana, e isso gerava um impacto direto na igreja de Corinto, que era uma igreja na qual havia grande desordem por causa da imoralidade da cultura que a cercava na época. Nela havia grandes duvidas sobre o assunto, então enviaram perguntas a Paulo para melhor esclarecimento. Paulo enfatizou um completo equilíbrio nas relações sexuais no casamento. Para fugir do pecado e da prostituição, o marido tem que satisfazer sua esposa e a esposa o mesmo, nem o homem ou a mulher, mesmo que a tentação seja forte, deve buscar a autonomia ou a auto-independência sexual fora do casamento, é contra as leis divinas, condenando assim a autopromoção da sexualidade do corpo que era evidente naquela época.

Nesse tempo, estamos sob um terrível ataque moral e espiritual em um mundo corrompido pelo pecado. Musicas profanas louvando o estado do corpo, roupas sensuais delineando desejos escusos, etc. Tudo isso gera uma influencia maligna para uma mente sem Cristo. O que dói mais é vermos essas coisas contaminando a igreja de Cristo. Infelizmente há cristãos consumindo compulsivamente sexo virtual por meio de fotos ou filmes, ou por meio de imagens ou conversas pela internet. Na igreja de Cristo, Deus deve sempre estar no meio da moralidade para uma vida santa e irrepreensível, e não a contaminação da sexualidade pregada pelo mundo atual.


sábado, 8 de março de 2014

Propósitos de Deus – Como entender?

Por Dc. Felipe Henrique


Provérbios 2: 1-5
“Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos
Para fazeres atento a SABEDORIA o teu ouvido e para inclinardes o coração ao entendimento
E, se clamares por inteligência e por entendimento alçares a voz;
E buscares a sabedoria como a prata e como tesouros escondidos a procurares
Então entenderá o TEMOR DO SENHOR e achará o CONHECIMENTO DE DEUS.

O QUE É O TEMOR DO SENHOR? O QUE É CONHECIMENTO DE DEUS?
O rei Salomão fala para o  “filho” para que busque a sabedoria como a prata e tesouros. Ele mostra quão grande é o valor de obter a sabedoria. O interessante é que ele não diz que, obtendo a sabedoria o homem terá o Temor do Senhor, ele diz que o homem entenderá o Temor do Senhor.
TEMOR;  sm.. 1.Ato ou efeito de temer; 2. Prestar reverência 
Do grego ( phobos;) – Ter grande temor ou grande respeito pela majestade de Deus.
Portanto, entender o Temor do Senhor é saber que Ele é Deus, criador do céus e da terra; o grande EU SOU;assim entendendo isso o homem passa ter o temor do Senhor e a reverenciá-lo.
Em Tiago 1:5  está escrito:
“ Se porém algum de vós necessita de Sabedoria, peça-a a Deus que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera e ser-lhe-á dada.”
A sabedoria vem de Deus, porém Ele a dá somente para quem verdadeiramente quer. Assim fica a pergunta:
“Para que devo ter O Temor do Senhor? Para que devo conhecê-lo?”
A resposta está a nossa volta. O mundo fala de Deus, a maioria acredita em Deus, todos sabem que existe um ser superior, o problema é que a maioria de nós seres humanos não sabe quem é este Deus e como são suas formas de trabalhar e, não tendo esse conhecimento muitas questões perturbadoras surgem em nossas mentes. A grande massa sabe que Deus é totalmente bom e que tudo que Ele faz é perfeito mas, o que faz levantar grandes questionamentos é: “Porque um Deus bom permite que coisas ruins aconteçam com as pessoas?”. Quando Salomão instrui a que busquemos a sabedoria como tesouros, ele está falando do tamanho da importância e riqueza que é o temor de Deus e uma vez entendido e vivido vem também o conhecimento de Deus e através deste conhecimento é que passamos a entender o porque de tantas coisa. Falar de Deus, escrever de Deus ou gostar de Deus e não conhecê-lo não é suficiente pois, somente quando O conhecermos é que entenderemos que a humanidade padece por causa a distância em que estão do criador. Deus é santo, e por mais que Ele ame a humanidade e chore por ela, Ele não pode tocá-la se não houver purificação. A morte de Cristo pela humanidade é o caminho que Deus criou para que o mundo pudesse conhecê-lo, temê-lo e por fim pudesse alcançar a salvação. O conhecimento de Deus deve ser constante.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer a Deus; camo a alva sua vinda é certa e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Oseias 6:3
Mesmo que o mundo não creia, mesmo que a igreja desista, Cristo voltará para buscar uma igreja lava e remida no seu sangue. Lavada dos pecados e remida para Deus, e somente os que tiverem o conhecimento do Senhor subirão e herdarão a vida eterna. Ter conhecimento de Deus é saber que estando junto Dele todas as coisas vão contribuir para o bem dos que O amam. (Rm 8:28); É saber que tudo que Deus faz através da vida do  homem é para o crescimento do Reino (Jo 11:1-45; 2Rs 5:1-17; Fp 1:12;  Gn 37 – 41) . Se o mundo padece a culpa não é de Deus pois, Ele é o maior interessado em tirar a dor do mundo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FILHO PRÓDIGO – A verdadeira satisfação


Por Dc. Felipe Henrique


E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.


Lucas 15:11-24

A história citada acima é conhecida de muitas pessoas. Vários pregadores já falaram sobre ela  e extraíram mensagens formidáveis mas, o que quero expressar aqui talvez não seja algo novo porém,  é interessante.
Vamos partir do principio de que esta história é uma parábola e como toda parábola ela tem por utilidade ilustrar situações do dia a dia. O Senhor Jesus fala sobre um jovem mas, não é um jovem qualquer. Ele fala de um jovem que tinha boa educação, posses, uma vida regada de deleites e  regalias. Seu pai era dono de muitas coisas. O que mais chama a atenção é que mesmo vivendo bem e com tranquilidade aquele filho se sentia insatisfeito com a casa de seu pai, sentia-se infeliz e tomou um decisão: “ Vou embora procurar a felicidade.” E assim foi. Partiu com a sua parte de direito na herança e foi procurar a felicidade. Ele experimentou coisas que alegraram o seu coração, viu coisas que encheram-lhe os olhos de deslumbre e talvez pensou:” Quanto tempo eu perdi.” Não demorou muito para que ele fosse cada vez mais inserido naquele novo conceito de vida. Um dia houve fome na terra e aquele jovem não tinha mais a sua parte da herança, não tinha amigos e o mais difícil, ele estava longe da casa de seu pai. Sua única saída foi recorrer a alguém daquela terra para trabalhar em troca de alimento e assim o foi, iria tratar de porcos. A sua necessidade de comer era tanta que ele desejou em seu coração comer o que os porcos comiam. Olha que cena deprimente, um homem de boa família, com um nome, com uma vida de delicias estava agora diante de uma situação deplorável, estava como um porco. É nessa hora que um inventário de sua vida começa a passar na sua mente. Ele começa a se lembrar dos banquetes da casa de seu pai que por certo muitas vezes ele tenha ignorado, ele se lembra que a casa de seu pai é um lugar tão deslumbrante que até mesmo o menor da casa é servido com abundancia de pão, se lembra da alegria com que todos serviam seu pai. Ele para, pensa e se lembra de seu pai. Ele talvez tenha se lembrado da expressão que seu pai fez quando ele disse que iria embora. Nesta hora ele já cabisbaixo e triste falou:    ” Quantos trabalhadores do meu pai tem abundância de pão, e eu aqui padeço de fome.” E naquele momento ele se lembra da maior qualidade que seu pai tinha, a capacidade de perdoar e diz: “ Eu vou voltar para a casa de meu pai e vou dizer para ele que reconheço que errei e que não há no mundo lugar melhor do que sua casa.” Ele volta como estava, talvez sujo, com mal cheiro, roupas rasgadas e descalço. Seu pai o vê ao longe e mesmo naquela situação o reconhece imediatamente e vai ao seu encontro para o abraçar e se alegrar. Os dois conversam e o filho é honrado pelo seu pai que se alegra com seu regresso. O senhor Jesus mostra aqui uma situação que acontece todos os dias em muitos lugares. Pessoas e mais pessoas tem um nome, comem na mesa com o pai, tem os melhores manjares e mesmo assim se sentem infelizes e insatisfeitas. E por isso estão pedindo a ao Pai a sua parte da herança que é a vida. Cada dia mais pessoas e mais pessoas estão virando para Deus e dizendo: “ Me dá minha vida porque agora vou vivê-la da minha maneira e do meu jeito”. O problema é que a vida sem uma fonte permanente acaba, seca-se,  esgota-se e assim como aquele jovem só vamos perceber que ela está destruída no momento mais deplorável e o que é pior, talvez não conseguiremos mais retornar a casa do pai. O que o Senhor Jesus nos ensina é claro e lógico, temos que parar de falar para Deus como queremos ser felizes e deixar que Ele nos mostre a verdadeira felicidade pois, o que queremos é muito pouco diante da abundância de pão que o Senhor nos oferece. O Senhor está disposto a nos perdoar e nos honrar novamente mas, mais do que isso, Ele quer que aprendamos antes que nosso desejo seja comida de porco.