Neste texto gostaria de abordar um tema muito controverso, mas
atual devido à alta valorização que segue a sociedade moderna, sexualidade
humana.
Vivemos dias turbulentos e pecaminosos onde a sexualidade aflora
dentro de uma sociedade corrompida pelo pecado, levando assim ao homem e a
mulher a exploração do seu próprio corpo dando valor ao que se podem oferecer
cada um dos mesmos. Mas como a bíblia trata o assunto e qual o modelo que ela
nos dá para vivermos uma vida santa e irrepreensível? Vejamos:
Temos como ponto de partida a seguinte pergunta: o que é Sexo?
Segundo a Bíblia Sagrada, sexo nada mais é o gênero humano criado
por Deus. "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra", "E da
costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou a mulher" (Gn 2 , 7-22).
Deus viu que o homem precisava de um oposto para ser completo na
criação, sendo companheiros em todo o tempo instituindo assim o casamento. O ato
de união entre os dois sexos opostos chama-se ato sexual na qual foi criado
para o prazer do conjugue e com propósito definido como sendo "uma só
carne”. Para que este propósito se concretizasse, houve a
necessidade que Deus criasse macho e fêmea da mesma espécie, ou seja, na
concepção divina, sempre na mente incompreensível de Deus, a sexualidade no
casamento sempre ficou em evidencia.
Este princípio bíblico sobre a sexualidade foi completamente deturpado
no sec. XXI por uma sociedade que, fora de controle e dominada pelo pecado (Rm
5 – 12), se esquece de Deus fazendo o que diz o profeta Jeremias “segundo o
propósito do seu mau coração” (Jr 18 – 12), abusando da sexualidade natural de
homem e mulher para seu bel prazer. Para entendermos este conceito melhor, vamos
ver o que nos ensina a bíblia sagrada:
1 – Sexualidade e o Antigo Testamento
No antigo testamento, a sexualidade humana também era foco de
preocupação divina. Vemos isto quando Deus instituiu as leis sagradas entregues
a Moises no monte Sinai, na sétima lei quando Deus disse “Não adulterarás” (Ex
20 – 14). O foco dessa lei era manter o casamento santo e imaculado. Vemos aqui
uma ordem imperativa, porque Deus pela sua onisciência acredito eu, que já
sabia da tendência humana de cobiça do homem por não apenas uma mulher, mas sim
um limite desenfreado por se relacionar por prazer, mesmo que seja com a mulher
do seu próximo. Caso comprovado no reinado do homem que segundo a Bíblia era “segundo
o coração de Deus”, Davi (I Sm 13 – 14 , At 13 – 22). Foi um grande rei, mas
devido ao seu impulso sexual, perdeu a direção da sua família. A instabilidade
e conflitos na família de Davi começaram com o desejo por uma mulher que era
casada com um dos homens de confiança do exército e se banhava no palácio,
Bate-Seba, que com toda sua sensualidade, seduziu os olhos do rei levando o
mesmo ao adultério e ao assassinato (II Sm 11 , 1 – 27). Por esse fato, Davi
teve sérios problemas com seus filhos Amnon e Absalão. O primeiro abusou de sua
meio-irmã Tamar, e o segundo montou uma tenda no terraço e se relacionou
sexualmente com dez concubinas do seu pai. A lição da historia de Davi
relacionado ao tema, nos trás que temos que ter domínio próprio de nossas ações
e intenções, mesmo em uma sociedade na qual leva o homem ao pecado pela concupiscência
dos olhos (Jo 2 – 16), na qual nos ensinou Jesus, é onde nasce todo o desejo
sexual humano (Mt 5, 27 - 29).
2 – Sexualidade e o Novo Testamento
Em o Novo Testamento, a linha de pensamento é a mesma do antigo
sobre sexualidade, mas trazendo o tema mais atualizado e de clara compreensão.
Jesus falou abertamente sobre o tema quando disse se o homem olhar para uma
mulher com intenção sexual por ela, “já adulterou em seu coração” (Mt 5, 28).
Paulo foi mais enfático condenando a sexualidade fora do seu preceito natural
(Rm 1 , 26 – 29).
Podemos pegar como ênfase, as instruções de Paulo a igreja de Corinto
(ICo 7 , 3 - 14).Nesta época a imoralidade era algo de grande tendência nas
cidades de cultura Greco-romana, e isso gerava um impacto direto na igreja de
Corinto, que era uma igreja na qual havia grande desordem por causa da
imoralidade da cultura que a cercava na época. Nela havia grandes duvidas sobre
o assunto, então enviaram perguntas a Paulo para melhor esclarecimento. Paulo
enfatizou um completo equilíbrio nas relações sexuais no casamento. Para fugir
do pecado e da prostituição, o marido tem que satisfazer sua esposa e a esposa
o mesmo, nem o homem ou a mulher, mesmo que a tentação seja forte, deve buscar
a autonomia ou a auto-independência sexual fora do casamento, é contra as leis
divinas, condenando assim a autopromoção da sexualidade do corpo que era
evidente naquela época.
Nesse tempo, estamos sob um terrível ataque moral e espiritual em
um mundo corrompido pelo pecado. Musicas profanas louvando o estado do corpo,
roupas sensuais delineando desejos escusos, etc. Tudo isso gera uma influencia
maligna para uma mente sem Cristo. O que dói mais é vermos essas coisas
contaminando a igreja de Cristo. Infelizmente há cristãos consumindo
compulsivamente sexo virtual por meio de fotos ou filmes, ou por meio de imagens
ou conversas pela internet. Na igreja de Cristo, Deus deve sempre estar no meio
da moralidade para uma vida santa e irrepreensível, e não a contaminação da
sexualidade pregada pelo mundo atual.